Habilidades socioemocionais: Melhoria educativa ou educação controlada
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2025.122.16424Palavras-chave:
Organismos internacionais, Competências e Habilidades, Formação capitalistaResumo
Desde a década de 1990, os projetos dos governos brasileiros refletem políticas voltadas à expansão do capital. Esse período marca o início de nossa pesquisa de iniciação científica, que serve como base para este artigo. Ao longo da análise de documentos normativos, percebe-se que políticas de organismos internacionais, como o Banco Mundial e a OCDE, exercem influência direta sobre as políticas educacionais brasileiras, pois o foco é promover uma educação básica mínima para o trabalhador, com o objetivo de reduzir a pobreza e as desigualdades. O tema competências e habilidades socioemocionais aparece no ambiente escolar junto às competências cognitivas. Com base nisso, traz-se os resultados do levantamento documental e bibliográfico, por meio de teses, dissertações e documentos, nas plataformas Scientific Eletronic Library Online, Scielo, e na Biblioteca Brasileira de Teses e Dissertações, BDTD, bem como de documentos do Banco Mundial, destinados ao Brasil, que tratam das Habilidades e Competências Socioemocionais, HSE, como abordam esse tema e os desdobramentos para a educação brasileira, com interligação com o ensino superior e a formação docente. O marco histórico é o período de 1990 até 2022. Busca-se demonstrar que esse modelo enfatiza a execução prática e a valorização de habilidades e competências dentro das pedagogias hegemônicas, distorcendo a função educacional, com foco na técnica, no “aprender a aprender” e no “saber fazer”, como ferramentas de reprodução do ensino utilitarista.
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