Efeitos da infusão de Morus alba em parâmetros bioquímicos, toxicológicos e comportamentais em ratas ovariectomizadas
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.16436Palavras-chave:
Menopausa, Plantas Medicinais, Estrogênios, Morus, OvariectomiaResumo
A Morus alba popularmente conhecida como Amora branca é utilizada tradicionalmente para o tratamento de condições frequentemente associados à menopausa. Na perspectiva de conhecer os potenciais efeitos que atuem sobre estes sintomas o objetivo deste estudo foi primeiramente estabelecer a atividade antioxidante in vitro da infusão de M. alba. Posteriormente objetivou-se avaliar se o consumo da infusão de M. alba induz alterações bioquímicas, hematológicas, antioxidantes e comportamentais em um modelo animal de menopausa. Para isso, foi conduzido um estudo experimental realizado com 33 ratas Wistar, com 32 semanas de idade. Os animais foram randomizados em dois grupos; ovariectomizadas (OVX) e falsa cirurgia (SHAM) e após 12 semanas passaram a receber a infusão das folhas de M. alba (M. alba, OVX+M. alba) ou água ad libitum (Controle, OVX) por 12 semanas. A infusão das folhas de M. alba apresentou potencial antioxidante in vitro. A privação de estrogênio promoveu incremento de peso corporal, independentemente da administração da infusão de M. alba. Neste estudo, evidenciou-se que mesmo em pequena concentração a planta desempenha potencial antioxidante sem apresentar efeitos tóxicos, além de atuar como ansiolítico no modelo experimental. Desse modo, embora muitos estudos demonstrem que a planta possui potencial terapêutico para tratamento de distúrbios associados à menopausa, neste modelo não foram observadas alterações em parâmetros bioquímicos e oxidativos.
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