Governança da renda mineral e criação de trajetórias em territórios minerodependentes de Minas Gerais, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.21527/2237-6453.2026.64.18188Palabras clave:
Renda mineral, Governança territorial, Territórios minerodependentes, Criação de trajetórias, Geografia Econômica EvolutivaResumen
Territórios minerodependentes do Sul Global precisam converter rendas minerais em capacidades duráveis, embora permaneçam expostos a ciclos de commodities, dependência fiscal e relações assimétricas com grandes empresas. Este artigo analisa como a concentração e a volatilidade da renda mineral condicionam a governança territorial e a criação de trajetórias econômicas em Minas Gerais. Ancorado na Geografia Econômica Evolutiva, o estudo compara Itabira e Paracatu por meio de 45 entrevistas semiestruturadas, complementadas por documentos institucionais, planos, legislações e relatórios. Os resultados mostram que a renda mineral amplia o espaço fiscal, mas não gera diversificação automaticamente. Quando fracamente coordenada, reforça dependência fiscal, especialização produtiva e aprisionamento territorial (lock-in); quando articulada a arenas estáveis de governança, organizações intermediárias, qualificação, desenvolvimento de fornecedores e inovação, favorece capacidades transferíveis e novas trajetórias. Conclui-se que, em territórios minerodependentes periféricos, a criação de trajetórias depende da capacidade organizacional e institucional de governar rendas minerais voláteis ao longo do tempo.
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