Percepções de pacientes em cuidados paliativos sobre as repercussões ocupacionais vivenciadas no câncer
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.16882Palavras-chave:
cuidados paliativos, câncer, atividades cotidianas, terapia ocupacionalResumo
Objetivo: Este estudo objetivou descrever as principais repercussões ocupacionais vivenciadas por pessoas em cuidados paliativos oncológicos e refletir sobre seus impactos. Método: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de abordagem qualitativa, em que participaram 6 pacientes maiores de 18 anos, com diagnóstico de câncer, em cuidados paliativos, assistidos por um serviço de atenção domiciliar. Para a coleta de dados utilizou-se uma ficha de caracterização e um roteiro de entrevista, sendo as entrevistas operacionalizadas em encontro único, de modo individual e no domicílio do paciente. Os dados provenientes das entrevistas foram categorizados, descritos e interpretados com base na quarta edição do documento Occupational Therapy Practice Framework: Domain and Process. Resultados: A média de idade dos participantes foi 56,5 anos, sendo o tempo de recebimento do diagnóstico do câncer variante entre 9 meses e 13 anos. Na maioria dos casos, os participantes estavam em acompanhamento paliativo há menos de 6 meses. Sistematizou-se duas categorias analíticas: 1) Repercussões ocupacionais vivenciadas a partir do adoecimento oncológico, em que verificaram-se tanto interrupções, como alterações nos padrões de desempenho; 2) Impactos das repercussões ocupacionais: compreensão das representações imbricadas na vivência de perdas, em que verificou-se implicações das modificações ocupacionais associadas à aspectos de satisfação, crenças e dificuldades adaptativas vinculadas a ruptura de papéis ocupacionais. Conclusão: Considerando-se as repercussões e perdas vivenciadas, como aspecto de potencial sofrimento, avalia-se como necessário incorporar a dimensão ocupacional no planejamento de cuidado, além de incentivar o fomento de pesquisas nesta área.
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