Interpretar o Trabalho como um Chamado Contribui para a Empregabilidade ou a Atrapalha?

Autores

  • Bruno Felix Von Borell de Araújo Fucape Business School (FBS)
  • Julia Almeida Buaiz Papaleo Fucape Business School (FBS)

Palavras-chave:

Chamado ocupacional, Empregabilidade, Mentalidade de paradoxo, Desenvolvimento profissional proativo

Resumo

Neste estudo, sustenta-se que chamados ocupacionais não são nem somente positivos nem somente negativos para a empregabilidade de indivíduos. Para testar esta ideia, objetivou-se analisar a existência de associações positivas e negativas indiretas entre a percepção de um chamado ocupacional e a empregabilidade, e o efeito moderador da mentalidade de paradoxo em tais relações. Para tal, foi realizado um estudo de natureza quantitativa, e os dados foram analisados por meio da Modelagem de Equações Estruturais. Os resultados mostraram um efeito direto negativo entre perceber um chamado ocupacional e a empregabilidade. Além disso, notou-se um efeito indireto positivo entre essas variáveis, via desenvolvimento profissional proativo, e um efeito indireto negativo, via inflexibilidade na carreira. Finalmente, foi identificado também um efeito moderador da mentalidade de paradoxo na relação entre perceber um chamado e empregabilidade, mediada pela inflexibilidade de carreira. Deste modo, este estudo contribui para a literatura de desenvolvimento de carreiras ao mostrar possíveis efeitos negativos da percepção de um chamado para a empregabilidade, enquanto a prática de muitos aconselhadores de carreira ignoram este efeito.

Biografia do Autor

Bruno Felix Von Borell de Araújo, Fucape Business School (FBS)

Doutor em Administração pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (Mackenzie). Professor da Fucape Business School (FBS).

Julia Almeida Buaiz Papaleo, Fucape Business School (FBS)

Mestre em Administração pela Fucape Business School. 

Publicado

2021-07-14

Como Citar

Araújo, B. F. V. B. de, & Buaiz Papaleo, J. A. (2021). Interpretar o Trabalho como um Chamado Contribui para a Empregabilidade ou a Atrapalha?. Desenvolvimento Em Questão, 19(55). Recuperado de https://revistas.unijui.edu.br/index.php/desenvolvimentoemquestao/article/view/11031