“MEU CORPO ME PERTENCE”: DO ABORTO À GESTAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO, UM PERCURSO JURÍDICO

  • Daniel Borrillo Université Paris 2 Panthéon-Assas
Palavras-chave: Bioética, Direitos reprodutivos, Gestação de substituição

Resumo

O uso em particular de termos como “aluguel de barrigas”, “escravidão”, “mercantilização do corpo”, “venda de filhos”, “prática eugênica”, “vontade alienada”, “bebês à la carte” ou “crianças geneticamente modificados” consubstanciam algumas das estratégias discursivas que consistem em retirar da deliberação democrática a regulamentação acerca da gestação de substituição, que parece só merecer condenação e anátema. Envolvida na longa controvérsia sobre o direito do indivíduo de dispor de seu corpo, a gestação de substituição é, no entanto, objeto de um consenso negativo preocupante, tanto político quanto acadêmico. De fato, os oponentes da prática estão em todo o espectro político, desde a esquerda rebelde até os partidários da Manif pour tous, incluindo a esquerda socialista e a direita republicana. Um estranho consenso baseado em uma aversão comum ao liberalismo, seja ele econômico, político ou social. Nesse sentido, este texto propõe-se a discutir a complexa questão envolvendo a gestação de substituição, especificamente no que se refere ao cenário francês.

Biografia do Autor

Daniel Borrillo, Université Paris 2 Panthéon-Assas

Diplomado em Jurisprudência pela Universidade de Buenos Aires e professor de Direito Privado na Université Paris 2 Panthéon-Assas. Pesquisador do Laboratoire d’Etudes de Genre et de Sexualité (LEGS) Paris Lumière. 

Publicado
2020-12-15
Como Citar
BorrilloD. (2020). “MEU CORPO ME PERTENCE”: DO ABORTO À GESTAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO, UM PERCURSO JURÍDICO. Revista Direitos Humanos E Democracia, 8(16), 7-23. https://doi.org/10.21527/2317-5389.2020.16.7-23
Seção
ARTIGOS DE AUTORES ESTRANGEIROS