Vigilância e evitabilidade do óbito infantil numa capital do extremo sul do Brasil

Autores

Palavras-chave:

mortalidade infantil, estatísticas vitais, fatores de risco, prevenção e controle, vigilância

Resumo

Introdução: Averiguar os dados da mortalidade infantil pode evidenciar as alterações ocorridas no perfil epidemiológico da população de um município e a complexa conjunção de fatores biológicos, socioeconômicos e assistenciais presentes no óbito infantil. Objetivo: Apresentar o processo da vigilância do óbito infantil após a criação do Comitê de Prevenção da Mortalidade Fetal Tardia e Infantil (CMI) de Porto Alegre/RS, na perspectiva da evitabilidade do óbito. Metodologia: Estudo retrospectivo de abordagem quantitativa descritiva acerca da mortalidade infantil no município. A pesquisa ocorreu junto a Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre (SMSPA) mediante a ferramenta Vitais – Análises em Saúde, da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde da SMSPA e da observação sistemática das reuniões mensais do CMI. Resultados: De 2001 a 2019 a maior ocorrência de óbitos foi em 2001, com decréscimo de 64,86% no período de 2001 a 2010 e de 75,00% no período de 2011 a 2019. A proporção de óbitos neonatais em relação ao total de óbitos ocorridos entre os menores de 1 ano de idade foi de 61,15%, sendo a principal causa as afecções originadas no período perinatal. Os óbitos considerados evitáveis são reduzíveis por ações adequadas de diagnóstico, tratamento e promoção à saúde. Conclusões: A mortalidade infantil está atrelada a causas preveníveis, sendo potencialmente evitáveis com os recursos disponíveis atualmente. Conhecer os fatores envolvidos no evento do óbito infantil contribui para a melhoria na organização do sistema de atenção à saúde materna e infantil municipal e para a redução de óbitos evitáveis em crianças.

Biografia do Autor

Maria da Graça Alexandre, Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre / Hospital Materno Infantil Presidente Vargas

Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre / Hospital Materno Infantil Presidente Vargas

Cristianne Maria Famer Rocha, Escola de Enfermagem – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Escola de Enfermagem – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Paulo Roberto Antonacci Carvalho, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Publicado

2022-10-06

Como Citar

Alexandre, M. da G., Rocha, C. M. F., & Carvalho, P. R. A. (2022). Vigilância e evitabilidade do óbito infantil numa capital do extremo sul do Brasil. Revista Contexto & Saúde, 22(46). Recuperado de https://revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoesaude/article/view/13346

Edição

Seção

Artigos