A América do Sul e as metas da Organização Mundial de Saúde para eliminação do câncer de colo uterino
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2025.50.14919Palavras-chave:
Vacina contra HPV, Câncer de Colo Uterino, Programas de Rastreamento, Saúde PúblicaResumo
A Organização Mundial de Saúde (OMS) elaborou estratégias que incluem metas até 2030 para eliminação do câncer do colo do útero. O objetivo deste estudo é realizar uma análise da situação dos países da América do Sul em relação às metas da OMS. Foram obtidas estimativas populacionais dos países da América do Sul através do site da OMS, do Centro de Informação sobre HPV e Câncer do Instituto Catalão de Oncologia (ICO) e da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (ICO/ IARC). Quanto à cobertura vacinal, os piores resultados observados na América do Sul em relação à 1ª dose são de Guiana, Colômbia e Suriname. Na segunda dose, os piores resultados são de Guiana, Colômbia, Paraguai e Suriname. A cobertura de rastreamento acima dos 70% foi alcançada nos últimos 5 anos em 6 países: Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Chile e Peru. Quanto ao tratamento, a razão incidência/mortalidade é maior no no Suriname (0,62), Uruguai (0,58), na Venezuela (0,57) e na Argentina (0,56). A análise dos pilares para eliminar o câncer de colo uterino demonstra situação preocupante, principalmente para o Suriname e para a Venezuela. Fica evidente a necessidade de políticas públicas eficientes e de um apoio global para que esses países cumpram as metas até 2030, com apoio estratégico e financeiro para fortalecer as ações.
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