Percepção e enfrentamento da pandemia da covid-19 em duas comunidades tradicionais da amazônia brasileira
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2025.50.15215Palavras-chave:
Populações tradicionais, Economia, Saúde mental, SARS-CoV-2Resumo
O objetivo da pesquisa foi compreender as informações epidemiológicas do primeiro ano de pandemia da COVID-19 em comunidades tradicionais da Amazônia. Além de analisar a percepção dos acontecimentos e informar as principais práticas adotadas para amenizar a pandemia. O trabalho de campo foi conduzido em duas comunidades: uma ribeirinha e outra quilombola, ambas do município de Abaetetuba, estado do Pará. Os representantes e atores locais das comunidades participaram da coleta de dados, após isso, as informações foram analisadas de forma qualitativa e quantitativa. A pandemia do novo coronavírus trouxe muitos danos às comunidades tradicionais, como desemprego, aumento das desigualdades sociais, decadência da saúde pública, encarecimento da cesta básica e problemas psicológicos. Algumas ações foram desenvolvidas por entidades locais e ONG’s para amenização dos impactos, mas ainda assim não foi o suficiente para garantir a segurança das pessoas contra o vírus. Apesar de não haver mortes, o número de infectados certamente foi maior do que se foi computado; além disso, como se trata de regiões afastadas da zona urbana, os serviços de saúde e assistência social se tornaram mais precários e quase inexistentes.
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