Sintomatologia depressiva entre gestantes atendidas na atenção primária em saúde no sul de Santa Catarina / Brasil: Prevalência e fatores associados
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2025.50.15486Palavras-chave:
período pré-parto, depressão, gravidez, rastreioResumo
Objetivo: avaliar a presença de sintomatologia depressiva em gestantes que realizaram o acompanhamento do pré-natal nas Unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF) em um município do sul de SC, no período de agosto a dezembro de 2022. Método: estudo epidemiológico observacional com delineamento transversal, realizado com gestantes, primíparas ou multíparas com idade gestacional acima de 27 semanas que aceitaram participar do estudo e fizeram o acompanhamento do pré-natal no município de Tubarão/SC. Foi elaborado, pelas pesquisadoras, um protocolo para coleta de dados e a sintomatologia depressiva foi avaliada através da Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo (EDPS), instrumento validado e autoaplicável. Para a associação entre as variáveis de interesse foi utilizado o teste Qui-Quadrado de Pearson ou Exato de Fisher e o nível de significância pré-estabelecido foi de 5% (p ≤ 0,05). Resultados: Foi verificada prevalência de sintomatologia depressiva em 25% das gestantes avaliadas. Houve associação do instrumento EPDS com: cor autorreferida, escolaridade, renda familiar e gestação planejada. As gestantes não brancas apresentaram maior ocorrência de sintomas depressivos, assim como as com menor escolaridade, renda baixa e as que não haviam planejado a gestação. Conclusões: Tendo em vista a prevalência de sintomas depressivos e sua relação com a gravidez não planejada, ressalta-se a importância do acompanhamento pré-natal e acolhimento das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF) na minimização da vulnerabilidade das mulheres no periparto.
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