Hospitalização e mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda grave na pandemia de covid-19 e fatores associados
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.15751Palavras-chave:
COVID-19, Síndrome Respiratória Aguda Grave, Sistemas de Informação em Saúde, Determinação Social da Saúde, Enfermagem, EpidemiologiaResumo
Objetivo: identificar os fatores de risco associados as hospitalizações e a taxa de mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave durante a pandemia de COVID-19 em uma região de saúde do Rio Grande do Sul. Método: Estudo transversal realizado com dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe do Ministério da Saúde no período de janeiro de 2020 a agosto de 2021. Foram analisados os desfechos “hospitalizações por SRAG” e “mortalidade por SRAG” e variáveis sociodemográficas e de saúde para análise de associação. Foi realizada análise descritiva e modelo de riscos proporcionais de Cox para calcular razão de risco e o intervalo de Confiança de 95%. Resultados: A prevalência de indivíduos hospitalizados com SRAG e com pelo menos um fator de risco para COVID-19 foi de 61,0% e foi maior entre o sexo feminino, idade 40 anos ou mais e entre indivíduos com baixa escolaridade. A taxa de mortalidade entre os internados com SRAG por COVID-19 foi de 10,4/1.000 e foi maior entre indivíduos da cor preta, parda, amarela e indígena, com baixa escolaridade, e com presença de um ou mais fatores de risco para COVID-19. Conclusão: A determinação social da saúde está explícita neste estudo e ficou mais evidente com a presença de uma crise sanitária e humanitária como a COVID-19.
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