Qualidade de vida de pessoas idosas com hipertensão arterial sistêmica autorreferida
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.16286Palavras-chave:
Qualidade de Vida, Idoso, Hipertensão, EnfermagemResumo
Objetivo: analisar a qualidade de vida de pessoas idosas que apresentam HAS autorreferida, correlacionando-a com aspectos sociodemográficos e clínicos. Método: estudo transversal e analítico. Dados coletados entre junho e novembro de 2021, por entrevistas utilizando instrumentos contendo dados do perfil sociodemográfico e clínico, o World Health Organization Quality of Life Bref (Whoqol-Bref) e Whoqol-old. Para comparação dos domínios do Whoqol-Bref e Whoqol-old entre os sexos, utilizou-se o teste de Mann-Whitney. O teste de qui-quadrado e Fisher foi aplicado para verificar igualdade nas características sociodemográficas e clínicas dos sexos. A relação entre os escores de QV do Whoqol-Bref e Whoqol-Old foi verificada pela correlação de Spearman. Para todos os testes estatísticos considerou-se nível de 5% de significância. Resultados: o Whoqol-Bref, mostrou que as participantes do sexo feminino apresentaram valores inferiores de qualidade de vida, com pontuação entre 3,3 a 3,7, em comparação ao sexo masculino (3,7 a 4,0). No aspecto físico, foi observada menor pontuação no sexo feminino (mediana=3,3), com diferença estatisticamente significante em relação ao sexo masculino (mediana=3,7; p<0,001. Na pontuação geral de qualidade de vida, os homens obtiveram pontuação superior (mediana=3,8) comparada às mulheres (mediana= 3,5), diferença estatisticamente significante entre os sexos (p=0,003). Conclusão: a qualidade de vida das mulheres idosas é pior significativamente se comparada com a dos homens idosos e isso se constitui um elemento importante para o planejamento de intervenções no campo da saúde.
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