PERCEPÇÃO CORPORAL, ESTADO NUTRICIONAL E COMPORTAMENTOS DE RISCO PARA OS TRANSTORNOS ALIMENTARES

Palavras-chave: Transtornos do Comportamento Alimentar. Imagem Corporal. Estado Nutricional. Atividade Física. Nutrição em Saúde Pública.

Resumo

Objetivou-se com esse estudo traçar a imagem corporal, o estado nutricional e os comportamentos de risco para os transtornos alimentares em um grupo de adultos praticantes de musculação em academias de Limoeiro do Norte, Ceará. Estudo com caráter transversal, do tipo descritivo. Os dados foram coletados em três academias em Limoeiro do Norte, Ceará, durante o mês de agosto de 2013 a setembro de 2014.  A coleta dos dados foi realizada através da aplicação de um protocolo semiestruturado de avaliação nutricional, contendo informações relacionadas a percepção corporal e estado nutricional. Os dados foram tabulados e analisados por meio da estatística descritiva (média, frequências absolutas e relativas, variância e percentual), utilizando o programa Microsoft Excel®, 2010. Percebeu-se uma predominância do sexo masculino (SM) com 72% (n=43); e 28% (n=17) do sexo feminino (SF). Em relação à concepção da imagem corporal, 53,48% (n=23) dos indivíduos do SM declararam sentir-se normal. Porém, cabe salientar que 30,23% (n=13) não estão satisfeitos com sua imagem corporal. No que diz respeito ao SF, 41,17% (n=07) se consideravam normal. Entretanto, 41,17% (n=07) não gostam de sua imagem corporal. Já em relação aos sentimentos expressados pelos participantes da pesquisa, ao comerem, além do que consideram suficiente, percebeu-se que 39,53% (n=17) do SM não sentiam nenhum sentimento com associação a transtornos alimentares, porém 60,46% (n=26) apresentaram sentimentos, tais como: culpado, angustiado, chateado e revoltado. A população em estudo tem riscos de desenvolverem transtornos alimentares, principalmente quando se analisa os sentimentos desenvolvidos em relação “ao ato de comer muito”.  

Biografia do Autor

Francisco Regis da Silva, Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Possui graduação em Nutrição pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE - 2016). Mestrando em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPSAC) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Estadual do Ceará (UECE - 2017). Especializando em Saúde Pública pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE - 2016). Membro do Grupo de Pesquisa Avaliação e Análise Estatística em Saúde Coletiva - PESQSAÚDE, coordenado pelo Prof. Dr. Francisco José Maia Pinto. Proficiência em Língua Inglesa e Língua Espanhola obtidas através do Núcleo de Línguas (NUPEL) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) - Campus Mossoró (Julho - 2016). Exerce atividade de consultor "ad hoc", participando no processo de revisão técnica dos artigos científicos submetidos para publicação nos periódicos: Revista Brasileira de Ciências da Saúde (IMES); Revista Brasileira de Educação e Saúde (REBES); Revista Pubvet; e Revista INTERAÇÕES - Revista Internacional de Desenvolvimento Local. Bolsista da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP). Tenho interesse e experiência acadêmica nas áreas de pesquisa, ensino e extensão em Nutrição, Alimentos, Saúde Coletiva/Saúde Pública. ORCID: http://orcid.org/0000-0001-5470-2874. E-mail: regisfrs@hotmail.com
Ana Erbênia Pereira Mendes, Universidade Federal do Ceará (UFC)
Possui graduação em Nutrição pela Universidade Estadual do Ceará (2008) e mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal do Ceará (2010). Atualmente é professora da Universidade Federal do Ceará do Departamento de Economia Doméstica. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Avaliação e Controle de Qualidade de Alimentos, Nutrição Funcional e Ciência e Tecnologia de Alimentos.
Publicado
2019-07-11
Como Citar
da Silva, F., & Mendes, A. E. (2019). PERCEPÇÃO CORPORAL, ESTADO NUTRICIONAL E COMPORTAMENTOS DE RISCO PARA OS TRANSTORNOS ALIMENTARES. Revista Contexto & Saúde, 19(36), 27-32. https://doi.org/10.21527/2176-7114.2019.36.27-32
Seção
Nutrição & Saúde