O TEMPO ENTRE GERAÇÕES

  • Eligio Resta Faculdade de Direito da Università di Roma TRE.

Resumo

O presente texto pretende demonstrar que não sepode saltar o jogo das gerações; ele é inscrito dentro de vínculos naturais quenão podem ser desvirados. Logo, a indiferença é justificada pelaimprescritibilidade que não pode mudar conhecimento e situação. O único problemaverdadeiro de justiça entre gerações diferentes se coloca pela maneira na qualas instituições regulam o acesso aos recursos limitados no tempo, ou seja, agemcom a vantagem dada pelas possibilidades históricas. Não nos interessa tanto avertente ético-política, mesmo sendo relevante, do já robusto discurso sobre ajustiça intergeracional, mas sim aquela entendida a partir de Rawls, do carátersimbólico e virtual que cada geração instaura com o seu futuro, partindo dopresente. Cruzamento contínuo de sincronia e diacronia, as gerações não podemexistir como identidade, senão como referência – frequentemente antagônica – àdessemelhança (as outras “gerações”). Assim as suas identidades vivem de umapostura cúmplice no confronto daqueles dos quais se distinguem.

Biografia do Autor

Eligio Resta, Faculdade de Direito da Università di Roma TRE.
É atualmente professor de Filosofia do Direitona Faculdade de Direito da Università di RomaTRE. Professor visitante de váriasuniversidades brasileiras e latino-americanas. De 1988 a 2002 foi integrantelaico do Conselho Superior da Magistratura, eleito pelo Parlamento, onde foiPresidente da Comissão Conciliar, competente pelo Regulamento. Também foivice-presidente da Comissão de Reforma, da Comissão de Magistratura Honorária eda Comissão de Formação dos Magistrados. É membro do Comitê científico daO.N.U.sobre temas que versam sobre legalidade. Atualmente faz parte do grupo deestudos internacionais sobre a Constituição Européia. É diretor de inúmerasrevistas sobre direito, sociologia e política. Autor de inúmeros livros eartigos científicos
Publicado
2013-08-15
Como Citar
Resta, E. (2013). O TEMPO ENTRE GERAÇÕES. Revista Direitos Humanos E Democracia, 1(2), 293-327. https://doi.org/10.21527/2317-5389.2013.2.293-327
Seção
ARTIGOS