Registro do farmacêutico hospitalar no prontuário do paciente: Ensino e prática no Brasil

Autores

Palavras-chave:

Farmacêuticos, Farmácia Clínica, Serviço de Farmácia Hospitalar, Registros Médicos, Registros Eletrônicos de Saúde

Resumo

Registar de forma clara e ordenada no prontuário do paciente possibilita a comunicação entre a equipe multiprofissional e facilita a continuidade do cuidado. O objetivo deste estudo foi conhecer a opinião e a prática dos farmacêuticos hospitalares e professores de graduação em Farmácia sobre a atuação e a formação relacionadas ao registro/documentação no prontuário do paciente no Brasil. A coleta de dados ocorreu por meio de dois questionários eletrônicos, direcionados a farmacêuticos atuantes em hospitais brasileiros e a professores dos cursos de Farmácia. Participaram do estudo 47 professores e 248 farmacêuticos. Em relação aos professores evidenciou-se que: 66% abordam o tema registro em prontuário em aula com uma carga horária média de 11,55 ±16,14 horas; 42,6% disponibilizam aos alunos acesso ao prontuário; 100% consideram o tema importante. Os professores que informaram maior carga horária de aula destinada ao tema consideram o farmacêutico egresso preparado para documentar em prontuário (p= <0,05). Entre os farmacêuticos participantes: 77,33% já documentaram em prontuário; 58,06% receberam instrução formal sobre o tema; 89,92% afirmaram que os farmacêuticos devem documentar o cuidado ao paciente em prontuário. Formação acadêmica, experiência em Farmácia Clínica, conhecimento sobre legislação e metodologia de registro foram apontados como fatores determinantes para o registro em prontuário (p < 0,05). A documentação do farmacêutico no prontuário do paciente foi considerada importante pelos farmacêuticos docentes e atuantes na área hospitalar, portanto a pesquisa e a educação permanente sobre esse tema devem ser estimuladas em todos os níveis de formação profissional.

Biografia do Autor

Émilin Dreher de Lima, UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE

Farmacêutica. Especialista em Atenção em Terapia Intensiva (UFCSPA/ISCMPA) e em Farmácia Hospitalar (SBRAFH). Especialista em Farmácia Hospitalar pela Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar e Serviços de Saúde (SBRAFH). Especialista em Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). Mestre em Ensino na Saúde pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Rio Grande de Sul, Brasil

Carine Raquel Blatt, UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE

Farmacêutica. Doutora em Farmácia. Professora do Departamento de Farmacociências da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. Tutora
da Residência Multiprofissional em Saúde (RMS) do Programa de Terapia Intensiva (UFCSPA/ISCMPA). Professora dos Programas de Pós-Graduação em
Hepatologia, Mestrado Profissional em Enfermagem e Mestrado Profissional em Saúde da Família (UFCSPA). Rio Grande do Sul, Brasil.

Rita Catalina Aquino Caregnato, UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE

Enfermeira. Doutora em Educação. Professora do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.
Professora permanente dos Programas de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Ensino na Saúde e Mestrado Profissional em Enfermagem (UFCSPA).
Tutora da Residência Multiprofissional em Saúde (RMS) do Programa de Terapia Intensiva (UFCSPA/ISCMPA). Rio Grande de Sul, Brasil.

Publicado

2022-11-16

Como Citar

Dreher de Lima, Émilin, Blatt, C. R. ., & Aquino Caregnato, R. C. (2022). Registro do farmacêutico hospitalar no prontuário do paciente: Ensino e prática no Brasil. Revista Contexto & Saúde, 22(46). Recuperado de https://revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoesaude/article/view/12466

Edição

Seção

Artigos