Fatores de risco associados à parada cardiorrespiratória em um pronto-socorro
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.15273Palavras-chave:
serviços médicos de emergência, parada cardíaca, hospitais públicosResumo
O objetivo da pesquisa foi analisar a incidência e fatores associados às vítimas de Parada Cardiorrespiratória. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, longitudinal, retrospectivo e quantitativo, realizado por meio da investigação de prontuários e fichas de notificações de pacientes admitidos no Pronto Socorro Adulto de um hospital público do interior de Minas Gerais, entre janeiro de 2018 a dezembro de 2022, que apresentaram Parada Cardiorrespiratória. Utilizou-se um instrumento para coleta de dados confeccionado e validado em conteúdo. Adotou-se a estatística descritiva, análise bivariada e o Modelo de Regressão de Logística para a análise dos dados. Dos 224 pacientes, a maioria eram mulheres (52,2%), idosas (71,6%), casadas (44,6%). Apresentavam comorbidades (87,5%), com destaque para Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus. Quanto ao desfecho, há uma prevalência de 85,3% dos casos para óbitos em menos de 24 horas. Obteve-se que o ritmo assistolia é um fator que predispõe ao desfecho óbito, aumentando em 5,13 vezes a chance desse resultado, assim como, a atividade elétrica sem pulso e a taquicardia ventricular em menor proporção. Outra variável importante é a ocorrência de aumento do desfecho óbito em pacientes com doenças do aparelho respiratório em 0,35 vezes. Conclui-se que a maioria 85,3% das vítimas de parada cardiorrespiratória evoluem para óbito nas primeiras 24 horas e esse desfecho apresenta associação com os ritmos de parada caracterizados pela assistolia e fibrilação ventricular e ainda, com as doenças do aparelho respiratório.
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