Prevalência e fatores associados ao desfecho da sífilis gestacional
DOI:
https://doi.org/10.21527/2176-7114.2026.51.17130Palabras clave:
Infecções Sexualmente Transmissíveis, Sífilis, Gravidez, Saúde Materno-Infantil, PrevalênciaResumen
Objetivo: Estimar a prevalência e fatores associados à sífilis gestacional. Metodologia: Estudo transversal, realizado em duas maternidades de um município do Rio Grande do Sul, incluindo 2.292 puérperas no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2019, com análise ajustada por meio da regressão de Poisson, utilizando-se um modelo hierárquico de três níveis, contemplando variáveis demográficas, socioeconômicas, histórico reprodutivo e gestacional. Resultados: Observou-se uma prevalência de sífilis gestacional de 5,8% (n=132). Na análise ajustada, a ocorrência de sífilis na gestação apresentou associação estatisticamente significativa com a idade materna (p ≤ 0,001; IC95%: 1,10-2,99), viver com companheiro (p ≤ 0,001; IC95%: 1,50-3,14) e escolaridade materna (p ≤ 0,001; IC95%: 2,01-11,46). Conclusão: O estudo identificou uma alta ocorrência de sífilis na gestação no município, sendo influenciada por fatores sociodemográficos, especialmente idade materna, ausência de companheiro e baixa escolaridade. Esses achados evidenciam a necessidade de estratégias de saúde pública voltadas à redução das desigualdades sociais, ao fortalecimento da atenção pré-natal e à ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento, visando a prevenção da sífilis gestacional.
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