Perspectivas ocupacionais de jovens com transtorno do espectro do autismo concluintes do ensino médio

Autores

  • Isabela Corrêa Borges Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Programa de Pós-graduação em Estudos da Ocupação https://orcid.org/0009-0007-1329-4529
  • Ana Amélia Cardoso Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Departamento de Terapia Ocupacional https://orcid.org/0000-0002-4874-1743
  • Rafael Coelho Magalhães Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Departamento de Terapia Ocupacional / Programa de Pós-graduação em Estudos da Ocupação. https://orcid.org/0000-0002-8960-2256
  • Adriana de França Drummond Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Departamento de Terapia Ocupacional / Programa de Pós-graduação em Estudos da Ocupação. https://orcid.org/0000-0003-1156-5050

DOI:

https://doi.org/10.21527/2179-1309.2026.123.17509

Palavras-chave:

Transtorno do Espectro Autista, Perspectivas Ocupacionais, Jovens, Ensino Médio

Resumo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é marcado por dificuldades na comunicação e interação social que impactam no cotidiano das pessoas. O objetivo deste estudo qualitativo e transversal é compreender as perspectivas ocupacionais dos jovens com TEA concluintes do ensino médio. Os participantes foram cinco jovens, entre 16 e 18 anos, de diferentes níveis socioeconômicos, residentes em cidades da região Sudeste do Brasil. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas em formato online tratadas com a análise de conteúdo. Do contato inicial com os participantes até a realização das entrevistas, transcorreram-se, em média, 45 dias, com afastamentos, momentos de dúvidas por parte deles, sendo necessária a presença da mãe como mediadora e conforto/segurança para ingresso e ou permanência nas entrevistas. Os/as participantes apresentaram perspectivas ocupacionais semelhantes aos jovens com desenvolvimento neurotípico de mesmo nível sócio-econômico, aspirando o ingresso no ensino superior e no mercado de trabalho, com dúvidas em relação à escolha dos cursos universitários. Sobre os relacionamentos amorosos, os jovens apresentaram incertezas e despreparo para habilidades relacionais, dificultando a vivência imediata e projetando-as para o futuro. Os estudantes com TEA que conseguem alcançar o ensino médio se encaixam no perfil de menor demanda de suporte e apresentam, cognitivamente, condições de projetar a continuidade de estudos e inserção no trabalho. No entanto, apresentam dificuldades relacionais que dificultam ou impedem a entrada e a permanência em relações, seja em entrevistas, seja em experiências amorosas.

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Publicado

2026-03-24

Como Citar

Borges, I. C., Cardoso, A. A., Magalhães, R. C., & Drummond, A. de F. (2026). Perspectivas ocupacionais de jovens com transtorno do espectro do autismo concluintes do ensino médio. Revista Contexto & Educação, 41(123), e17509. https://doi.org/10.21527/2179-1309.2026.123.17509

Edição

Seção

Geral