Sentidos da educação ambiental transformadora na formação continuada sob a ótica freireana
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2026.123.17943Palavras-chave:
Processo formativo, Educação Ambiental crítica, Pedagogia freireana, Parque Nacional do IguaçuResumo
Diante da atual crise ambiental e civilizatória, torna-se urgente repensar os processos formativos de educadores, superando abordagens conservadoras e fragmentadas. Nesse contexto, a Educação Ambiental (EA) crítica, fundamentada no pensamento de Paulo Freire, propõe práticas dialógicas, emancipatórias e comprometidas com a transformação social. Assim, este estudo analisou os sentidos atribuídos à EA transformadora por participantes de um processo formativo orientado pela pedagogia freireana. A pesquisa possui natureza qualitativa e exploratória e foi realizada com participantes do I Curso de Formação Continuada em Educação Ambiental no entorno do Parque Nacional do Iguaçu (PARNA Iguaçu). O curso ocorreu em 2025 e foi ofertado nas modalidades híbrida e virtual. No formato híbrido, o público-alvo foi composto por professores e estudantes dos municípios lindeiros ao PARNA Iguaçu, enquanto a modalidade virtual possibilitou a participação de interessados de diferentes regiões do país. A constituição dos dados ocorreu por meio da aplicação de um questionário após um dos encontros, contendo uma questão aberta sobre como a EA pode superar práticas pontuais de sensibilização e promover a ação transformadora. O questionário obteve 36 respostas, analisadas com base nos pressupostos da Análise de Conteúdo. Os sentidos atribuídos à EA transformadora indicam a compreensão de seus princípios críticos, dialógicos e emancipatórios. A ação transformadora é associada à formação de sujeitos críticos, capazes de compreender as causas estruturais da crise socioambiental, participar de processos coletivos de decisão e atuar na promoção da justiça socioambiental. Esses resultados indicam o potencial formativo do curso para estimular reflexões críticas sobre a prática educativa.
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