Concepções de graduandos em química sobre escola: Um estudo à luz da teoria das representações sociais
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2026.123.16648Palabras clave:
Representações Sociais, Escola, Formação de Professores, Ensino de Química, Ensino SuperiorResumen
A escola é reconhecida como espaço de formação, socialização e construção de identidades, sendo objeto de investigações que buscam compreender suas representações em diferentes grupos sociais. Este estudo teve como objetivo analisar as representações sociais de “escola” de 50 graduandos em Química do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), ingressantes entre 2020 e 2021. Para o tratamento dos dados, foram empregadas três técnicas complementares: Análise Prototípica, Análise de Similitude e Análise de Conteúdo. Os resultados indicam que o Núcleo Central das representações é constituído pelos termos “aprendizado” e “professor”, evidenciando a centralidade das dimensões cognitiva e pedagógica. No sistema periférico, destacam-se “amizade” e “socialização”, associados à dimensão social e sensíveis ao contexto pandêmico de Covid-19. Observa-se, ainda, a presença de elementos relacionados ao desenvolvimento pessoal, indicando uma compreensão ampliada da escola como espaço de formação integral. Os achados diferem parcialmente da literatura e sugerem uma representação positiva da escola, articulando dimensões cognitivas, pedagógicas e socioafetivas. O estudo contribui para a compreensão das concepções de futuros professores, evidenciando implicações para a formação docente e a construção da identidade profissional.
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