Escrita genealógica de si: Notas sobre a experimentação da pesquisa jurídica aquém da decidibilidade jurídica
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2026.123.17679Palabras clave:
Genealogia de si, Pesquisa jurídica, Tecnologia dogmática, Decidibilidade jurídicaResumen
O ensaio problematiza o paradigma dominante da pesquisa jurídica orientada pela tecnologia dogmática, entendida como arranjo epistêmico que organiza a ciência do direito em torno da decidibilidade. Nesse horizonte, mobilizou-se a colagem, em diálogo com Deleuze, para produzir um estranhamento na “língua jurídica” e tornar-se, no interior dela, um “nativo estrangeiro”. A partir dessa perspectiva, criticou-se a capilarização do tecnicismo experiencial na pesquisa jurídica conjugada com os seus sintomas: manualismo, reverencialismo, lógica de pareceres e confusão epistemológica. Baseado ainda em Pierre Bourdieu, analisaram-se os operadores linguísticos que sustentam o monopólio do campo jurídico em “dizer o justo”, observando os efeitos de neutralização, universalização e apriorização que estão refletidos, inevitavelmente, na produção de conhecimento. Ao final, o texto delineia táticas não prescritivas aliadas ao procedimento de uma genealogia de si, a fim de desativar a sacralidade do discurso jurídico e abrir possibilidades epistemológicas na referida área.
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