Práticas experimentais para aprender matemática: Vivências e experiências na aprendizagem dos estudantes
DOI:
https://doi.org/10.21527/2179-1309.2026.123.17392Palabras clave:
Ensino Médio, Experimentos, Protagonismo, Colaboração, AutonomiaResumen
O presente estudo teve como objetivo explorar as experiências e vivências de estudantes no processo de aprendizagem da matemática mediado por práticas experimentais. O artigo parte da constatação dos desafios enfrentados no ensino da unidade curricular, como o distanciamento entre teoria e prática, o desinteresse dos alunos e o baixo desempenho em avaliações nacionais e internacionais. A fundamentação teórica apresenta um panorama histórico da experimentação e discute estudos recentes que evidenciam seu potencial pedagógico, destacando benefícios como o estímulo à autonomia, à colaboração e à construção ativa do conhecimento. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza básica, foi realizada com 19 estudantes concluintes do Ensino Médio Integrado ao Curso Técnico em Química do IFSC – Câmpus Florianópolis, por meio de questionário online com 17 questões, estruturadas em três blocos. O instrumento investigou o perfil dos participantes, suas percepções sobre a experimentação, os impactos na aprendizagem e os principais desafios enfrentados. Os dados foram analisados com base na Escala Likert e na Análise de questões abertas, discutidas individualmente. Os resultados revelam uma percepção predominantemente positiva sobre as práticas experimentais, associadas ao aumento do interesse, à aprendizagem colaborativa, à melhor compreensão dos conteúdos e à motivação dos estudantes. Como desafios, destacam-se dificuldades na articulação entre teoria e prática, na interpretação de conceitos e na execução das atividades. O estudo conclui evidenciando o potencial da experimentação para tornar a aprendizagem matemática mais significativa e contextualizada, além de defender a valorização de práticas pedagógicas que aproximem a matemática da realidade dos estudantes.
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